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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Tratado de Versalhes

No dia 10 de janeiro de 1920, entrava em vigor o tratado de paz de Versalhes. A Primeira Guerra Mundial estava oficialmente encerrada.



Após mais de quatro anos de combates nas trincheiras de Verdun e nos campos de batalha de Flandres, um desperdício gigantesco de material bélico e milhões de vítimas, o Império Alemão – derrotado – teve de assinar o acordo de paz. As condições foram ditadas pelos Aliados vitoriosos: França, Reino Unido, Itália, os Estados Unidos e outros 28 países a eles associados.

Não houve negociações de paz propriamente ditas, o que foi registrado na Alemanha como uma humilhação extrema, segundo o então ministro alemão das Relações Exteriores, Ulrich Graf von Brockdorff-Rantzau:

"Não nos iludimos sobre a dimensão da nossa derrota, sobre o grau da nossa impotência. Conhecemos o ímpeto do ódio, que se volta contra nós. Exigem de nós que nos reconheçamos como os únicos culpados pela guerra; tal admissão, saída da minha boca, seria uma mentira."



"Indefesa, mas não desonrada"

Para as potências vitoriosas, tudo já estava fixado de antemão: a Alemanha e seus aliados – Áustria, Hungria, Bulgária e Turquia – eram os únicos responsáveis pela eclosão da guerra. Na Alemanha, uma onda de indignação movimentou todos os partidos políticos, da direita à esquerda. No protesto contra o chamado "ultraje de Versalhes" uniu-se toda a nação alemã, que estava à beira da guerra civil, após a revolução de novembro de 1918 e a abolição da monarquia.

As exigências dos Aliados eram extremamente duras – porém não mais duras do que o plano de paz que a Alemanha teria imposto aos derrotados, se tivesse vencido a guerra. Ela teve de abrir mão da Alsácia-Lorena para a França. Importantes centros de produção agrícola e industrial no Leste foram perdidos. As reivindicações de reparações de guerra à Alemanha atingiram a soma astronómica de 132 biliões de marcos de ouro.

Na Alemanha, a assinatura do acordo de paz foi precedida de enormes controvérsias. Em seu pronunciamento diante da Assembleia Nacional, o primeiro-ministro alemão, o social-democrata Gustav Bauer, declarou:

"O governo da República alemã está disposto a assinar o acordo de paz, mas sem admitir com isto que o povo alemão seja o causador da guerra. Assinemos. Esta é a sugestão que faço em nome de todo o gabinete. Não podemos assumir a responsabilidade por uma nova guerra, estamos indefesos. Mas indefeso não significa desonrado."



Tratado com consequências vastas

O pagamento das reparações de guerra pela Alemanha é, até hoje, um fato curioso. As últimas parcelas de juros e amortização só foram pagas pela República Federal da Alemanha em junho de 1980. Mas o Tratado de Versalhes continua sendo um fator político, como demonstra o exemplo da Hungria.

Como aliado da Alemanha, o país perdeu enormes territórios: a Eslováquia, Burgenland, a Eslavônia e a Transilvânia. Na década de 90, políticos nacionalistas voltaram a contestar as atuais fronteiras da Hungria, afirmando que as transformações políticas na Europa oriental e nos Balcãs teriam anulado a ordem geopolítica de paz, criada em 1920.



Até hoje, o Tratado de Versalhes fomentou e criou toda uma série de focos de crise. Por exemplo, o conflito do Alto Ádige, entre a Itália e a Áustria, que gira em torno da fixação da fronteira norte da Itália no passo de Brennero. Ou o conflito do Oriente Médio, entre os israelitas e os árabes, que tampouco aceitam o Tratado de Versalhes e as suas fronteiras, resultantes da nova divisão do Império Otomano.

O mesmo é válido para o direito de autodeterminação dos curdos, que foi prometido, mas nunca concretizado. E até mesmo as antigas colónias alemãs Burundi e Ruanda, na África Oriental, que foram entregues à administração da Bélgica em 1919, devem suas existências como países soberanos ao Tratado de Versalhes.

FONTE:
http://www.dw.com/pt-br/1920-entrava-em-vigor-o-tratado-de-versalhes/a-400678

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

ENOLA GAY

Enola Gay foi o nome dado a um bombardeiro Boeing B-29 americano, que lançou uma bomba atómica na cidade de Hiroshima, no Japão, na manhã de 6 de agosto de 1945, precipitando o final da Segunda Guerra Mundial.



Essa aeronave foi escolhida na fábrica Glenn Martin, em Omaha, Nebraska (que fabricava os B-29 sob licença da Boeing) pelo Coronel Paul Tibbets Jr, então com 30 anos e comandante do 509º Composite Group, unidade designada para lançar os ataques atômicos contra o Japão.

Era um modelo bastante modificado do B-29, levava o c/n 44-86292, e tinha compartimentos de bombas especificamente adaptados para levar uma única bomba de cerca de 4,5 toneladas. Seu armamento defensivo foi todo removido para aliviar peso e melhorar o desempenho da aeronave.



A aeronave foi aceita formalmente pela US Army Air Force (USAAF) em 18 de maio de 1945 e transferida para a base do 509º CG em 14 de junho de 1945. A aeronave era pilotada pelo Capitão Robert A Lewis, mas foi comandada pelo Coronel Tibbets em pessoa na missão atômica sobre Hiroshima, ficando Lewis como co-piloto.

Em julho de 1945, sempre sob o comando de Lewis, a aeronave efetuou oito missões de treinamento e duas missões de combate, lançando bombas "arrasa-quarteirão", de peso e tamanho aproximadamente iguais ao da bomba atómica, sobre Kobe e Nagoya.



O avião foi batizado Enola Gay, na véspera do ataque atómico, em homenagem á mãe do Coronel Tibbets, Enola Gay Tibbets, para desgosto do Capitão Lewis, que considerava a aeronave como "seu avião".

A missão em Hiroshima foi bem sucedida, mas nem a aeronave nem o piloto lançaram a segunda bomba, em Nagasaki, missão que ficou a cargo do Capitão Charles Sweeney e do B-29 batizado de Bock's Car. O Enola Gay voou nessa missão como observador meteorológico, sobre a cidade de Kokura.



Após o fim da guerra, a aeronave voltou aos Estados Unidos em 6 de novembro de 1945 para a nova base do 509º, em Roswell, New Mexico. Participou, embora sem lançar nenhum artefato atómico, da Operação Crossroads, em Bikini, Ilhas Marshall, na qual os americanos fizeram dois testes nucleares em 1946.

A aeronave foi desativada pela USAAF em 24 de julho de 1946, e doada à Smithsonian Institution na mesma data, sendo removida para o "boneyard" de Davis-Monthan, em Tucson, Arizona, para estocagem.



A aeronave foi entregue para a Smithsonian Institution em 3 de julho de 1949 pelo Coronel Tibbets em pessoa, e depois foi hangarada em vários locais até o início da sua restauração, em 5 de dezembro de 1984, em Suitland, Maryland.

Atualmente, a aeronave está totalmente restaurada e em exibição pública no Steven F. Udvar-Hazy Center, próximo ao Aeroporto Internacional Dulles, de Washington, EUA, sendo severamente vigiada para evitar atentados. devido à sua história.

FONTE:
https://aminoapps.com/c/eras-historicas/page/blog/enola-gay-o-aviao-que-lancou-a-bomba-atomica-em-hiroshima-saiba-um-pouco-da-sua-historia/DeL2_JXtPumK56KjDEqe2xPxMGldY4EqlK

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Janusz Korczak


Janusz Korczak (pseudónimo tirado de um romance pouco conhecido de Kra Szewski. ) — cujo nome verdadeiro era Henryk Goldszmit — era um homem humilde e simples na sua mais profunda acepção. 



Sua vida foi recontada inúmeras vezes e continuará sendo, porque ela mostra o horror da última guerra, a exterminação dos judeus polacos e o holocausto em atos indescritíveis na maior atrocidade que a história e a humanidade já conheceu.

Nasceu em Varsóvia há pouco mais de cem anos. O fato de seu pai ter sido um advogado conhecido e seu avô um médico mostra até que ponto o seu meio foi assimilado. Pertencendo a uma família da elite cultural polaca, teve a melhor formação pediátrica da época (1898-1904), pois estudou em Paris (que dava ênfase à pesquisa de novos conhecimentos) e em Berlim (conhecido pela aplicação metódica dos conhecimentos adquiridos). Nos seus 8 anos de prática pediátrica deu preferência à população pobre da qual não cobrava. Como pediatra tinha conceitos avançados para a época e modernos para os nossos dias. 



Um pouco desgastado com a prática médica (decepcionado com a comercialização da medicina e as intrigas académicas) reconciliou-se com ela através da pediatria social: "os remédios são instrumentos auxiliares e não substitutos da higiene e da ajuda social à família". 

Ele cresceu na solidão, preservado das influências do exterior, sem se dar conta de que era judeu e sem saber o que isso significava. Antes de terminar a escola ele perdeu o seu pai, atingido por uma doença mental. A miséria sucedeu a abundância. O jovem Henryk tomou sobre si, da maneira como pode, o encargo de sua mãe e irmã, e nos anos seguintes, frequentemente passando fome, estudou medicina com enormes dificuldades. Quando, por fim, obteve seu diploma, as coisas começaram a melhorar, contribuindo também para isso sua reputação de escritor que se afirmava. Mas isto não durou muito tempo. Repentinamente um tipo de necessidade interior mudou completamente seu destino.



Com trinta e quatro anos ele abandonou o exercício da medicina para se dedicar toda a sua vida às crianças. A idéia fixa de consagrar sua vida às crianças parecia possuí-lo. Ele não era um idealista ingénuo; o que o caracterizava era uma compreensão extraordinária da criança e a convicção da necessidade de lutar pelos seus direitos no mundo governado pelos adultos. Ele não tinha confiança no mundo governado pelos adultos, mas como cada verdadeiro reformador ele julgava que mesmo uma só pequena vela acesa valia mais que lamentar-se da escuridão. Sua intuição não excluía sua sensibilidade e ela está edificada sobre uma observação constante, clínica, poder-se-ia dizer, sobre um estudo minucioso dos fatos. Totalmente absorvido por sua única ideia, não havia lugar nele para tudo que os outros davam tanta importância – dinheiro, a celebridade, um lar, uma família.



Com o objetivo de criar um ambiente adequado para suas crianças e alunos, ele inaugurou, em abril de 1912, o orfanato Lar das Crianças, na rua Krochmalna, em Varsóvia. Seu público-alvo eram as crianças judias carentes. A casa acolheu 200 delas — e os fundos para o empreendimento foram conseguidos com judeus mais proeminentes do país. 

O orfanato contava com salas confortáveis de estar, refeitórios, banheiros, biblioteca e dormitórios. Havia, ainda, uma sala silenciosa com quadros na parede e um aquário, destinada aos estudos e à meditação. Nesse espaço, as próprias crianças realizavam os principais trabalhos e administravam o orfanato por meio de duas instituições básicas: o Parlamento e o Tribunal, que organizavam a vida em comunidade e solucionavam os conflitos, exercitando as crianças e também os educadores no espírito da participação e responsabilidade. 



"Sem uma infância serena e completa, toda vida posterior fica mutilada." 

A ideia expressa nessas palavras condiz com seu princípio fundamental de que o educador deveria sempre levar a sério a opinião do aluno, seu ponto de vista, porque não considerá-los oprimiria a personalidade da criança e seu amor próprio.

Em 1942, os nazistas ordenaram a transferência do orfanato para uma casa pequena e suja, no gueto de Varsóvia. Em 5 de agosto do mesmo ano, durante a liquidação do gueto de Varsóvia, os hitleristas ordenaram o agrupamento das crianças do orfanato de Korczak e o envio das mesmas ao campo de morte de Treblinka. O ‘Velho Doutor’ reuniu duzentos pupilos, os fez colocar-se sabiamente em fileiras e, à sua frente, partiu com eles para o ‘Umschlagplatz’, no cruzamento das ruas Stawki e Dzika, onde todos foram colocados em vagões de carga e enviados para os fornos crematórios.



Esta marcha nas ruas do gueto foi vista por algumas centenas de pessoas, e a silhueta pequena de Korczak dirigindo-se para seu calvário, inconsciente de seu heroísmo, fazendo aquilo que lhe parecia evidente, excitava as imaginações. A novidade espalhou-se imediatamente, repetida de boca em boca com a força de detalhes inventados: que Korczak carregava nos braços os dois menores, coisa pouco provável, porque ele mesmo estava doente e tinha dificuldades em andar; que o ‘Jundenrat’ tinha intervindo no derradeiro momento e tinha despachado em seguida um mensageiro atrás da fila, portador de um salvo conduto somente para Korczak, que foi por ele rejeitado com desprezo; que para apaziguar as crianças ele tinha lhes dito que iam em excursão e que eles, confiantes, o seguiam sem choro e sem protesto. Mas nenhum embelezamento é necessário diante dessa verdade nua e crua; não é preciso ajuntar qualquer coisa para torná-la mais eloquente. A antítese do espírito e das dificuldades é clara e definitiva: um homem sábio por excelência, desinteressado e bom, opondo-se aos covardes, bárbaros obtusos, que se mostravam sob seu aspecto mais satânico.

Entre os milhões de mortes anónimas, a de Korczak tem um grande significado. Nos campos e guetos, ele se tornou para muitos, uma inspiração, pois o que mais ajudava a sobreviver era a convicção obstinada e indestrutível que a dignidade humana poderia vencer , embora tudo parecesse provar o contrário.

A imprensa clandestina dos campos mostra bem o quanto esta derradeira caminhada sublime do "Velho Doutor" foi um reconforto e uma dose de ânimo para seus contemporâneos. A partir daí sua glória tem crescido e o mundo fez de Korczak um símbolo moral.

Quando os hitleristas fecharam os judeus de Varsóvia dentro do gueto, o orfanato perdeu sua casa à Rua Kruchmalna, do lado ‘ariano’, e transportou-se para locais provisórios, no interior dos muros do gueto. Naquele momento Korczak já percebia melhor que a maioria das pessoas que a máquina impiedosa os mataria a todos. Mas ele pensava em não renunciar ao seu direito de aliviar os sofrimentos. 

Doente, cada dia ele reunia as forças que lhe restavam e partia à procura de viveres e de medicamentos para as crianças. Às vezes ele não trazia nada de suas buscas obstinadas, outras vezes ele voltava somente com uma ínfima parte do necessário. Apesar de fome incessante cada vez mais insuportável e às doenças sempre mais frequentes, ele cuidava para que seu orfanato funcionasse normalmente, a fim de que seus alunos pudessem sentir-se bem. Frequentemente ele trazia dos locais mais distantes uma nova criança encontrada na rua, no fim de suas forças, para quem a bondade do Velho Doutor significava a salvação durante algum tempo ainda.

Nestas condições rigorosas levadas ao extremo e que em tempo normal é difícil de se imaginar, nós temos em Korczak, no seu trabalho quotidiano, um exemplo do que pode fazer um genuíno homem guiado pelo amor.

Ele morreu com suas crianças na câmara de gás, em Treblinka. Mas apesar de mais de meio século ter se passado desde sua morte, a história não deixa margens a dúvidas: existe o homem, dentro dele um cérebro, junto com ele um coração e acima de todos seus sentidos uma faísca Divina: uma neshamá. 

Como o próprio Korczak acreditava: "mesmo uma só pequena vela acesa vale mais que lamentar-se da escuridão", desejo que hoje não seja apenas um dia de dor e lamento. Que possamos sentir e chorar pelos que se foram, mas que ao mesmo tempo possamos acender a chama de muito mais luzes, verdadeiras obras divinas chamadas Filhos, Netos, Bisnetos daqueles que já não se encontram entre nós… fisicamente.

FONTE:
http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/janusz/home.html

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A Batalha de Stalingrado

A Batalha de Stalingrado foi uma das mais importantes operações militares da Segunda Guerra Mundial. Ocorreu na cidade de Stalingrado (União Soviética, atual Volgogrado na Rússia) e arredores, entre julho de 1942 e fevereiro de 1943. Nesta operação, as forças do Eixo, lideradas pela Alemanha, tentaram conquistar a cidade de Stalingrado, sem obter sucesso.


Em 1941, em pleno desenvolvimento da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha Nazista comandada por Hitler estava no auge de suas conquistas militares. Então, os alemães e seus aliados invadiram a União Soviética, em junho deste ano, na chamada Operação Barbarossa, cujo objetivo era invadir e conquistar a União Soviética.

Até o inverno de 1941, as forças do Eixo obtiveram várias vitórias em solo soviético. Com a chegada do rigoroso inverno, os alemães começaram a sucumbir, apresentando perdas significativas. O plano de conquistar Moscou teve que ser deixado de lado, sendo que os alemães recuaram para concentrar energias para o verão de 1942. Foi neste contexto, que os alemães e seus aliados tentaram conquistar Stalingrado em julho de 1942.




Os alemães conseguiram obter, na fase inicial da batalha, resultados positivos após bombardeios da Luftwaffe (força aérea alemã) sobre a cidade de Stalingrado. O passo seguinte seria a tomada da cidade pelas forças terrestres.

Porém, os alemães não contavam com a aguerrida resistência soviética, que tinham as vantagens de conhecer muito bem o território e estarem bem preparados para o inverno rigoroso que chegava novamente.



Em novembro de 1942, uma grande contraofensiva soviética cercou o 6º Exército Alemão dentro da cidade de Stalingrado. Com a ordem de Hitler de não se entregarem, os alemães enfrentaram os soviéticos, mesmo estando em desvantagem.

Em fevereiro de 1943, em pleno inverno, os soldados alemães sucumbiram à fome, ao frio e à falta de equipamentos. A batalha acabou quando o general Paulus rendeu o 6º Exército Alemão em 2 de fevereiro de 1943.


  
Os soviéticos foram os vencedores da Batalha de Stalingrado. Não só conseguiram proteger a cidade, como também expulsar os alemães de seu território. Esta batalha é considerada um ponto de inflexão no contexto da Segunda Guerra Mundial, pois foi a partir dela que os soviéticos passaram a “empurrar” os alemães e seus aliados até Berlim, onde impuseram a derrota final à Alemanha, junto com o os Aliados, em 1945.



A Batalha de Stalingrado foi a mais violenta e sangrenta de toda Segunda Guerra Mundial. Estimativas apontam para 2 milhões de indivíduos mortos, entre soldados e civis de ambos os lados.

Fonte:
https://www.suapesquisa.com/historia/batalha_stalingrado.htm

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